Holy City foi fundada em 3 de outubro de 1830, por imigrantes ingleses de origem protestante. Por muito tempo foi dito (de maneira extra-oficial) que os fundadores da cidade, JamesMcCarthy, William Benson e Thomas Wellington, eram na verdade criminosos fugitivos que chegaram ao continente de forma clandestina. Entretanto, após exaustivas investigações que envolveram a prefeitura de Holy City e historiadores ingleses pode-se comprovar com exatidão que nenhum dos quatro tinha qualquer passagem criminal na Inglaterra.
As familias de James, William e Thomas chegaram no continente em busca de oportunidades e de uma vida melhor. Eram humildes, mas tinham um forte senso de sobrevivencia – sentimento que até hoje ainda perdura, tornando-se a marca registrada do povo de Holy City.
O então vilarejo, na época localizado em uma região de clima ameno na maior parte do ano, às margens do Rio Rubro, tornou-se o lugar ideal para a instalação de fazendas agrícolas. A proximidade do rio facilitava o escoamento da produção excedente, transformando aquilo que havia começado como esconomia de subsistência em excelente negócio.
A noite das trevas.
Não é de se espantar que, já nos anos vinte, Holy City fosse considerada um exemplo de cidade em pleno desenvolvimento. O estabelecimento da Transportadora Speed, que modernizou e remodelou o porto da cidade, assim como o crescimento da McCarthy Alimentos Industrializados e a Sluhan Empreiteira, iniciaram a escalada de Holy City a um ponto de destaque como metrópole industrializada.
Durante a década de trinta, em decorrência da Grande Depressão resultante do crack da bolsa de Nova Iorque, a transportadora Speed e a Sluhan Empreiteira arcaram com as consequencias de seus pesados investimentos e fecharam suas portas. Familias inteiras sem dinheiro e sem condições de sustento.
Além disso, junto com o processo falimentar as empresas, um escândalo público se instaurou quando foi apurado uma suposta fraude na licitação pública que visava contratar empresas para a construção do caríssimo metrô da cidade. O responsável da Sluhan Empreiteira sumiu sem deixar vestígios, e o presidente da Speed foi encontrado morto em seu escritório, suicidando-se como dezenas de empresários na época. A obra foi paralisada por anos, e quando técnicos da prefeitura voltaram a reavaliar a situação, as escavações foram dadas como condenadas pelo tempo, com risco de colapso, inviabilizando assim a continuidade do projeto. O engenheiros interditaram o local, e vem sido assim desde então.
Organizados pelos sindicatos, os trabalhadores foram às ruas em protesto. Foi uma revolução como nenhuma outra. Carros foram depredados e a Catedral de Santo Angelo foi incendiada pelos descontentes. Poucas mortes ocorreram, graças à eficiente intervenção da polícia, mas este acontecimento é lembrado todos os anos com tristeza pelos cidadãos de Holy City. Esta noite ficou conhecida como Noite das Trevas.
Dois dias depois do ocorrido, um empresário recém chegado da Europa, Richardo Gail, comprou as duas empresas falidas e readmitiu todos os empregados. Com isso evitou uma tragédia social e reergueu a cidade. Décadas mais tarde, após a misteriosa morte de Gail e sua substituição pelo até então desconhecido filho Tomas, o conglomerado alterou seu nome para TGCorp, hoje em busca de uma imagem mais arrojada e agressiva.
O papel de Richardo Gail foi tão importante para a cidade que uma estatua de bronze foi erguida em sua homenagem. Em troca, Gail financiou a construção de um monumento para as vítimas da Noite das Trevas; um monumento que mostrasse a capacidade de sobrevivência de Holy City. Foi então construído aquele que se tornaria o símbolo máximo da cidade: a Torre da Esperança.
Graças à estabilidade garantida por Gail, Holy City foi uma das poucas cidade a resistir após o Crack da bolsa. Isto tornou o lugar um imã natural, atraindo pessoas de todas as localidades em busca de oportunidades.
Este foi o principal fator influenciador no que diz respeito ao enorme crescimento da cidade após a década de trinta. Holy City tournou-se uma cidade de esperanças, como tão bem simboliza a Torre erguida no centro da cidade. Da tragédia da Noite das Trevas nasceu a certeza de um povo próspero, honesto e lutador...
Um panorama de Holy City.
Holy City é uma cidade silenciosa e agitada. Destaca-se principalmente pela atividade boêmia, incentivada pelo governo local, e que toma seu lugar todos os dias nos bairros conhecidos como Areias e no Centro. Lá estão as principais casas noturnas da cidade: a Heart, fundada em 1984, boate-pub de excêntrico e eclético público-alvo e o Lux, um piano-bar de renome nacional – fundado em 1979, representa para o blues e o jazz o mesmo que o CBGB representou ao punk no final dos anos 70.
A Heart foi fundada sob um antigo sobrado erguido nos anos 50. Passou por várias dificuldades administrativas junto aos órgãos de fiscalização da prefeitura, fechando e reabrindo por várias vezes, e passando de mão em mão até chegar na gerente atual, a encantadora e estranha Beatrice. Ninguém sabe ao certo como ela adquiriu o lugar, nem de onde extamente ela veio, mas as possibilidades dos especuladores é de que ela seja apenas uma sócia do proprietário original, ou uma herdeira de algum testamento antigo. O fato é que, desde que Beatrice assumiu, os problemas junto à prefeitura foram sanados e o fucionamento da casa vem sendo pleno e constante.
O Lux Piano Bar, fundado no ano de 1979, por um milionário inglês conhecido como Lucius, se tornou o centro extra oficial de toda atividade cultural da cidade. Onde deveria existir ação municipal, todos os olhos, na verdade, se voltam ao Lux, de onde o dinheiro realmente sai. Eventos internacionais e promoções culturais internas tem verba injetada diretamente da produtora Lux. Lucius nunca é visto fora das dependências do prédio em que o bar se encontra instalado.
A verdade por trás do sonho.
Por dentro, porém, Holy City é como sujeira escondida sob um belo tapete persa. Basta saber onde e como encontrar os problemas.
Não há como se iludir achando que Holy é o sonho que aparenta ser. O combustível que alimenta a ilusão é um eficiente e misterioso método de mascaramento, arquitetado pelos grandes membros da alta sociedade da cidade. A conspiração vai desde o texto dos guias oferecidos aos visitantes até a filtragem de notícias dentro da própria mídia.
Existe um forte processo de repressão dentro de Holy City. A polícia é uma das mais violentas de todo o país. Opondo-se com excesso de energia, pegando inocentes no fogo cruzado e escondendo sua ineficiência por trás de ações planejadas e devidamente ensaiadas. A grande jogada do atual governo é que a podridão não chegue até as partes importantes. Os membros da classe média alta permanecem intocados pela sujeira, enquanto nos bairros mais pobres o crime impera soberano.
As familias de James, William e Thomas chegaram no continente em busca de oportunidades e de uma vida melhor. Eram humildes, mas tinham um forte senso de sobrevivencia – sentimento que até hoje ainda perdura, tornando-se a marca registrada do povo de Holy City.
O então vilarejo, na época localizado em uma região de clima ameno na maior parte do ano, às margens do Rio Rubro, tornou-se o lugar ideal para a instalação de fazendas agrícolas. A proximidade do rio facilitava o escoamento da produção excedente, transformando aquilo que havia começado como esconomia de subsistência em excelente negócio.
A noite das trevas.
Não é de se espantar que, já nos anos vinte, Holy City fosse considerada um exemplo de cidade em pleno desenvolvimento. O estabelecimento da Transportadora Speed, que modernizou e remodelou o porto da cidade, assim como o crescimento da McCarthy Alimentos Industrializados e a Sluhan Empreiteira, iniciaram a escalada de Holy City a um ponto de destaque como metrópole industrializada.
Durante a década de trinta, em decorrência da Grande Depressão resultante do crack da bolsa de Nova Iorque, a transportadora Speed e a Sluhan Empreiteira arcaram com as consequencias de seus pesados investimentos e fecharam suas portas. Familias inteiras sem dinheiro e sem condições de sustento.
Além disso, junto com o processo falimentar as empresas, um escândalo público se instaurou quando foi apurado uma suposta fraude na licitação pública que visava contratar empresas para a construção do caríssimo metrô da cidade. O responsável da Sluhan Empreiteira sumiu sem deixar vestígios, e o presidente da Speed foi encontrado morto em seu escritório, suicidando-se como dezenas de empresários na época. A obra foi paralisada por anos, e quando técnicos da prefeitura voltaram a reavaliar a situação, as escavações foram dadas como condenadas pelo tempo, com risco de colapso, inviabilizando assim a continuidade do projeto. O engenheiros interditaram o local, e vem sido assim desde então.
Organizados pelos sindicatos, os trabalhadores foram às ruas em protesto. Foi uma revolução como nenhuma outra. Carros foram depredados e a Catedral de Santo Angelo foi incendiada pelos descontentes. Poucas mortes ocorreram, graças à eficiente intervenção da polícia, mas este acontecimento é lembrado todos os anos com tristeza pelos cidadãos de Holy City. Esta noite ficou conhecida como Noite das Trevas.
Dois dias depois do ocorrido, um empresário recém chegado da Europa, Richardo Gail, comprou as duas empresas falidas e readmitiu todos os empregados. Com isso evitou uma tragédia social e reergueu a cidade. Décadas mais tarde, após a misteriosa morte de Gail e sua substituição pelo até então desconhecido filho Tomas, o conglomerado alterou seu nome para TGCorp, hoje em busca de uma imagem mais arrojada e agressiva.
O papel de Richardo Gail foi tão importante para a cidade que uma estatua de bronze foi erguida em sua homenagem. Em troca, Gail financiou a construção de um monumento para as vítimas da Noite das Trevas; um monumento que mostrasse a capacidade de sobrevivência de Holy City. Foi então construído aquele que se tornaria o símbolo máximo da cidade: a Torre da Esperança.
Graças à estabilidade garantida por Gail, Holy City foi uma das poucas cidade a resistir após o Crack da bolsa. Isto tornou o lugar um imã natural, atraindo pessoas de todas as localidades em busca de oportunidades.
Este foi o principal fator influenciador no que diz respeito ao enorme crescimento da cidade após a década de trinta. Holy City tournou-se uma cidade de esperanças, como tão bem simboliza a Torre erguida no centro da cidade. Da tragédia da Noite das Trevas nasceu a certeza de um povo próspero, honesto e lutador...
Um panorama de Holy City.
Holy City é uma cidade silenciosa e agitada. Destaca-se principalmente pela atividade boêmia, incentivada pelo governo local, e que toma seu lugar todos os dias nos bairros conhecidos como Areias e no Centro. Lá estão as principais casas noturnas da cidade: a Heart, fundada em 1984, boate-pub de excêntrico e eclético público-alvo e o Lux, um piano-bar de renome nacional – fundado em 1979, representa para o blues e o jazz o mesmo que o CBGB representou ao punk no final dos anos 70.
A Heart foi fundada sob um antigo sobrado erguido nos anos 50. Passou por várias dificuldades administrativas junto aos órgãos de fiscalização da prefeitura, fechando e reabrindo por várias vezes, e passando de mão em mão até chegar na gerente atual, a encantadora e estranha Beatrice. Ninguém sabe ao certo como ela adquiriu o lugar, nem de onde extamente ela veio, mas as possibilidades dos especuladores é de que ela seja apenas uma sócia do proprietário original, ou uma herdeira de algum testamento antigo. O fato é que, desde que Beatrice assumiu, os problemas junto à prefeitura foram sanados e o fucionamento da casa vem sendo pleno e constante.
O Lux Piano Bar, fundado no ano de 1979, por um milionário inglês conhecido como Lucius, se tornou o centro extra oficial de toda atividade cultural da cidade. Onde deveria existir ação municipal, todos os olhos, na verdade, se voltam ao Lux, de onde o dinheiro realmente sai. Eventos internacionais e promoções culturais internas tem verba injetada diretamente da produtora Lux. Lucius nunca é visto fora das dependências do prédio em que o bar se encontra instalado.
A verdade por trás do sonho.
Por dentro, porém, Holy City é como sujeira escondida sob um belo tapete persa. Basta saber onde e como encontrar os problemas.
Não há como se iludir achando que Holy é o sonho que aparenta ser. O combustível que alimenta a ilusão é um eficiente e misterioso método de mascaramento, arquitetado pelos grandes membros da alta sociedade da cidade. A conspiração vai desde o texto dos guias oferecidos aos visitantes até a filtragem de notícias dentro da própria mídia.
Existe um forte processo de repressão dentro de Holy City. A polícia é uma das mais violentas de todo o país. Opondo-se com excesso de energia, pegando inocentes no fogo cruzado e escondendo sua ineficiência por trás de ações planejadas e devidamente ensaiadas. A grande jogada do atual governo é que a podridão não chegue até as partes importantes. Os membros da classe média alta permanecem intocados pela sujeira, enquanto nos bairros mais pobres o crime impera soberano.
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